
DOR LOMBOPÉLVICA, INSTABILIDADE E TREINO COM E-FIT
A dor lombopélvica afeta mais indivíduos do que qualquer outra condição musculosquelética, com influência a nível laboral e elevados custos a nível de assistência médica. A estabilidade desta região apresenta grande importância para o equilíbrio corporal, sendo responsável pela transmissão de forças descendentes da cabeça, tronco e extremidades superiores e forças ascendentes dos membros inferiores.
A presença de dor recorrente e crónica nesta região está relacionada com problemas de controlo motor – atraso no tempo de ativação e fadiga – da musculatura envolvida na estabilização intersegmentar da coluna. Os músculos do core abdominal, essencialmente os músculos transverso abdominal e multífidos são (ou deveriam ser) a parte responsável pela estabilidade aquando de qualquer movimento dos membros.
Estas alterações funcionais na musculatura estabilizadora, potenciarão uma insuficiência funcional, conferindo um aumento de stress e carga excessiva nos ligamentos e articulações, comprometendo a cinemática lombopélvica. Consequentemente poderão surgir sintomas como dor, alterações da estabilidade e força muscular.
Antigamente, os programas de exercícios focavam os músculos globais mobilizadores como os exercícios abdominais ou de extensão da coluna. Porém, sem os estabilizadores, estes não reduziriam as dores e poderiam ser lesivos, já que normalmente comprimem excessivamente as articulações. Assim, preconiza-se que o exercício físico para a região abdominal enfatize o recrutamento específico desta musculatura.
A tecnologia EMS utiliza impulsos de corrente elétrica sobre os músculos, conseguindo que estes se contraiam e relaxem em simultâneo durante o exercício, mas isto é conhecido há já bastante tempo. No entanto, os dispositivos EFIT possuem tecnologia de última geração conseguindo proporcionar uma estimulação global durante a sessão de treino, chegando às camadas mais profundas do músculo, inclusive as mais difíceis de ativar com um treino convencional, ajudando a fortalecê-los permitindo que voltem a cumprir a sua função: suportar a coluna vertebral sem dor.
A sinergia da contração voluntária e a induzida pela máquina conduz a um aumento adicional de tensão, produzindo assim os resultados de um treino altamente eficaz a um nível inalcançável com métodos convencionais.